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Naufrágio Nébula - Abrolhos

Uma das últimas descobertas dos Abrolhos está sendo conhecida como Nebula, mas ainda pouco se sabe sobre este naufrágio.
Entre seus mistérios, ainda resta saber se ele seria realmente o vapor Nebula da Companhia de Navegação Carioca.

Pesquisa: A cerca de dois anos começaram a surgir informações de um novo naufrágio em Abrolhos, essas informações tornaram-se ainda mais confusas pois o período foi o mesmo em que foi descoberto o Guadiana, na época ainda sem identificação.

As primeiras informações seguras foram passadas pelo Marcelo Polato, que realizou uma expedição aos novos naufrágios, além de outras buscas na região.

Durante esses mergulhos foram encontradas peças gravadas com o nome NEBULA e o símbolo de uma estrela. O mesmo símbolo que o Marcelo identificou na chaminé caída ao lado do vapor.

Em outubro de 2004 estive em Prado, BA. com a Equipe da Narwhal, porém, devido as condições de tempo não pudemos mergulhar neste naufrágio.


Corais típicos da superfície do Parcel das Paredes.

A partir das observações do Marcelo, começamos a pesquisar a história do navio Nebula.

As pesquisas indicam que existia uma Companhia de Navegação Carioca, que possuía dois navios: o Cometa e o Nébula e cujo o símbolo era uma estrela. Em determinado momento do século XIX o Nebula desaparece dos noticiários. Neste mesmo período, a companhia sofre mudança acionária e logo depois, aparece um novo vapor de nome Santelmo.


Fotos cedidas por Marcelo Polato mostram nas porcelanas o símbolo da companhia de navegação com a estrela e em um bule de prata a marcação do nome Nébula.

Como não aparecia nenhuma notícia do afundamento do Nebula ou outro anúncio de viagem, até 3 anos após o último anúncio, ficamos sem saber se ele realmente afundou ou foi vendido após a incorporação do Santelmo por motivos de distribuição financeira entre os novos acionistas. A louça de bordo, por se tratar de uma pequena companhia, pode ter sido mantida com o nome antigo.

Por enquanto fica a dúvida de qual destino teria sofrido este navio e quem está no fundo encaixado e quase fundido ao Parcel das Paredes. Tudo indica ser realemente o Nebula como descobriu o Polato, porém não conseguimos até o momento confirmar o naufrágio.

Histórico:
Por enquanto sabe-se apenas que este era um vapor misto (vapor e velas), já que foram encontrados, além das máquinas, os reforços de mastro com sistema de malaguetas que serviam para a fixação dos cabos das velas.

O choque com o Parcel das Paredes ocorreu em numa rota de sul para o norte. O choque violento partiu a proa.


Sistema de Malaguetas dos mastros.

Abandonado na região durante muitos anos, este navio foi recoberto de meia-nau até a proa pelos corais do parcel das paredes, o que torna a identificação de destroços nesta área muito difícil.

DADOS BÁSICOS
Nome do navio: Nebula (dependendo de confirmação)
Data do afundamento: 18..
LOCALIZAÇÃO
Local: Parcel das Paredes – Abrolhos
UF: BA.
País: Brasil
Posição: Recifes das Paredes – Abrolhos
Latitude: 17° 53. 748’ Sul
Longitude: 038° 58.395’ West
Profund. mínima: 4 metros
Profund. máxima: 12 metros
CONDIÇÕES ATUAIS: semi- inteiro

DADOS TÉCNICOS
Nacionalidade: Brasileira (dependendo de confirmação)
Armador: Companhia Carioca de Navegação (dependendo de confirmação)
Comprimento: 73 metros
Boca:Deslocamento: 718 (dependendo de confirmação)
Tipo de embarcação: Cargueiro
Material do casco: Aço
Propulsão: mista (vela / vapor)
Carga:MOTIVO DO AFUNDAMENTO: Choque

Descrição:
O navio está apoiado corretamente no fundo. A popa está a cerca de 13 metros e a estrutura do casco está integra até a frente do casario de meia-nau, a partir daí, o casco está totalmente rompido e misturado ao chapeirão. A proa está separada do resto do navio, por cerca de 10 metros e caída para bombordo, atingindo cerca de 5 metros de profundidade.


A proa tombada para boreste.

Na popa, está o leme, mas não existem hélices e eixos, que parecem ter sido retirados. No espelho de popa está parte do volante do leme, dois cabeços de amarração e boa parte da murada.

O convés inexistente, que parece ter sido de madeira, não mais existe, sua estrutura está colapsada. Alguns turcos guarnecem as bordas.


Escada na sala de máquinas.

O navio tem uma das salas de máquinas mais completas dos naufrágios do Brasil. Podem ser vistos dois hélices reservas, duas máquinas a vapor de quatro cilindros e seus eixos. Num nível mais elevado está a caldeira, com seus coletores de fumaça e ventiladores. Pelas laterais da caldeira pode ser atingida a proa.

Ao lado do casco no fundo a meia-nau está a chaminé, onde está o símbolo de uma estrela.


O naufrágio está recoberto de Corais.

No casario (retirado do croqui) existem dois pequenos compartimentos, sendo um deles a cozinha. A partir da frente do casario, o convés está todo destruído, coberto pelos corais e a bombordo fundido ao chapeirão, não sendo possível identificar com facilidade nenhuma peça do navio. Na lateral de boreste, forma-se um corredor entre os destroços e o casco que segue até o início do castelo de proa; onde o navio está completamente rompido.

A proa está a cerca de 10 metros a frente e caída para bombordo. Uma corrente sai da ponta da proa e contorna o chaperão frontal.

Por: Maurício de Carvalho / www.naufragiosdobrasil.com.br